Silvio sorrindo, de camisa clara

Em memória de

Silvio Amatuzzi

20 de março de 1947 · 27 de agosto de 2026

Esposo, pai, avô e tio

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”

2 Timóteo 4:7

Sua história

Suas palavras eram poucas. Suas ações diziam tudo.

Para ele, tudo estava ótimo. Até na hora de escolher o sabor do pastel, preferia que alguém escolhesse por ele. Fazia pouca questão das próprias vontades e ficava contente com o que viesse, desde que a família estivesse reunida e bem. E seguia atento, presente onde podia ser útil.

Silvio com a família em frente ao bolo das Bodas de Ouro
Bodas de Ouro, 2020 Mais de 50 anos ao lado da esposa
O começo de tudo
O começo de tudo

Onde alguém precisasse, lá estava ele.

Quando alguém da família precisava, ia junto com a esposa, levava o que era preciso e ficava ali, presente, atento ao que mais pudesse fazer.

Mãos que construíram, consertaram e cuidaram.

Passavam horas com parafusos pequenininhos, um pedaço de arame, um restinho de madeira, até a solução aparecer. Mãos que construíram a casa da família e cuidaram de cada coisa dela, com o que estivesse ao alcance.

Na gaveta da casa existe uma faca com cabo de madeira feito por ele. Com zelo, horas a fio, cada cantinho arredondado à mão. De todas, é a melhor. Talvez porque carrega o seu cuidado. O mesmo cuidado que ele colocava no lagarto temperado na véspera, do seu jeito, que ninguém mais fazia igual. A “carne do tio Silvio”.

Em cada coisa que fazia com as mãos, deixava o seu cuidado.

Como a faca de cabo de madeira que ele mesmo esculpiu, com cada cantinho arredondado à mão. Ela segue na gaveta de casa e, para a família, é a melhor de todas.

Silvio rindo no sofá, com a esposa de mão no seu ombro
Com a esposa

As manhãs no rio e as surpresas ao fim do dia.

Como pai, foi presença de todos os dias. Chegava do trabalho sempre com uma surpresa para a filha. Aposentou-se cedo, quando ela ainda era pequena, e fez desse tempo um tempo dedicado a ela. Jogava bola com ela, a levava para pescar e para ver o rio pelas manhãs. Cuidou dela com um carinho que ela guarda até hoje.

Com a filha, ainda pequena
Com a filha, ainda pequena

Suas palavras eram raras e, por isso mesmo, preciosas.

Quando ele falava, todos ouviam com atenção e respeito.

Silvio de braço dado com a filha
Com a filha
Silvio sorrindo ao lado da esposa e do neto
Com a esposa e o neto

O que ele deixou

O que aprendemos vendo ele fazer.

Criar com o que se tem

Um arame, um restinho de madeira, um rebite de latão. Sempre dava um jeito.

Fazer com esmero

Fosse um conserto em casa ou um prato para a família, se dedicava por inteiro para entregar o seu melhor.

Agir no que é necessário

Observava, ouvia e só então fazia a sua parte.

Silvio, a esposa e a filha rindo juntos no sofá
Momentos e emoções

Lembranças

Uma vida em família.

Silvio: Com a filha e a esposa
Com a filha e a esposa
Silvio: Nos 30 anos da filha
Nos 30 anos da filha
Silvio: À espera do neto
À espera do neto
Silvio: A chegada do neto
A chegada do neto
Silvio: Com o neto no colo
Com o neto no colo
Silvio: Páscoa em família
Páscoa em família
Silvio: Páscoa com o neto
Páscoa com o neto
Silvio: Com a esposa e o neto
Com a esposa e o neto
Silvio: Caminhando juntos
Caminhando juntos
Silvio: Natal em família
Natal em família
Silvio: Brinde com a esposa
Brinde com a esposa
Silvio: De mãos dadas com a filha
De mãos dadas com a filha
Silvio: Com a esposa e a filha
Com a esposa e a filha
Silvio: Dia dos Pais, com o neto
Dia dos Pais, com o neto
Silvio: Com a esposa e o neto
Com a esposa e o neto
Silvio: Celebrando 2026 em família
Celebrando 2026 em família
Silvio: Na praia, com a família
Na praia, com a família

Guardada na carteira

Oração de São Francisco de Assis.

A oração foi um presente da mãe dele. Desde que a ganhou, ele a levou consigo a vida toda, num papel dobradinho guardado na carteira. Depois de sua partida, a família encontrou o papel ali, bem antigo, no mesmo lugar de sempre. Certamente, essas palavras serviram de inspiração para a sua vida.

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Silvio, de perfil, olhando ao longe

Acenda uma vela em sua memória.

Um gesto simples, para lembrar dele com carinho.